Em Portugal, o «verde» foi a cor escolhida para a boina dos «páras», segundo se julga saber (?), esta cor foi determinada pelo Ministro da Defesa Nacional (em 1955), Coronel Santos Costa. Perante uma proposta dos «fundadores», em que se sugeria a cor «vermelha» ou (marrom), o Senhor Ministro, que tinha por hábito «DAR DESPACHO» com uma caneta de tinta permanente verde, terá escrito mais ou menos isto: «VERMELHO NÃO, QUE SEJA VERDE COMO A TINTA COM QUE ESCREVO ESTE DESPACHO.»
Tudo indica quem são razões de ordem ideológica a motivar tal atitude, compreensível numa época em que a cor vermelha estava demasiado conotada com o movimento comunista internacional, inimigo previsível da presença portuguesa em África. [texto de Miguel Machado]
O processo para criar uma unidade paraquedista no Exército teve início em 1951 e foi assumido pelo Ministro da Defesa Nacional, Fernando dos Santos Costa (18DEZ1899 -15OUT1982). Em 1955 determinou a inserção do Batalhão de Caçadores Paraquedistas na Força Aérea, embora com algumas dependências do Exército. Kaúlza Oliveira de Arriaga (18JAN1915 - 03FEV2004), depois de trabalhar directamente com o ministro desde 1950 é nomeado Subsecretario de Estado da Aeronáutica (1955 - 1961) e Secretário do Estado da Aeronáutica (1961 - 1962). Inaugura o quartel do BCP em 23 de Maio de 1956, em 1958 determina a sua dependência única da Força Aérea e em 1961 transforma-o em Regimento, acompanhando sempre de perto a sua atividade.
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