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           Companhia de Precursores Aeroterrestres

                 Quem são os Precs ?
 

Os Precursores Aeroterrestres (mais adiante designados por Precs) estão organicamente colocados no BAAT (Batalhão Aeroterrestre), da ETP. A Companhia de Precursores Aeroterrestres (CPrecs) constitui encargo operacional da Brigada de Reacção Rápida (BRR), e um elemento chave vocacionado para a infiltração aérea, através da queda livre operacional (ver mais abaixo "SOGAS")
 

Precursor infiltrando-se em caloteAté há pouco tempo praticamente desconhecidos pela sociedade em geral e mesmo nas Forças Armadas, este pequeno grupo é considerado a elite dentro da elite  dos pára-quedistas. Com participações em inúmeros exercício no território nacional e no estrangeiro, os Precs empenham-se na sua   missão com bastante profissionalismo. Prova disso, são os inúmeros exercícios em que a CPrec já participou e participa.
 

Os militares que integram esta Companhia estão qualificados em precursores. Esta qualificação é obtida após frequência, com aproveitamento, da respectiva formação, ministrada na ETP.
Precursor acabado de aterrar
 

Missão
Os Precs têm como missão:
Precursores a operar Zona de Lançamento - Reconhecer e operar Zonas de Aterragem  de aeronaves de asa fixa e móvel, e de Lançamento de pára-quedista, estabelecendo as ajudas necessárias à navegação e às comunicações de controle de tráfego aéreo, em condições de ambiente hostil e austero.
 

 
 - Efectuar reconhecimentos em proveito do Comando da operação aerotransportada        
 - Efectuar operações de acção directa de carácter limitado
 

Precursor saído pela rampa do C130Operando uma Zona de Aterragem de Helis
 

Auxiliar de Precursor obtendo dados meteorológicosFormandos do curso operando o rádio
 

Exercício de patrulhasPrecursor acaba de executar um lançamento rádio e observa a descida dos pára-quedistas
 

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A Formação em Precursor
 

Esta formação é necessária para que se possa candidatar ao Curso de Queda Livre Operacional (vulgarmente chamado de SOGA - Saltador Operacional a Grande Altitude).
 

Como se chega a "SOGA"?


Para se deter a qualificação "SOGA" é necessário passar por diversas fases na carreira aeroterrestre (leia-se formação), em que é necessário estar qualificado com um determinado curso, para se poder candidatar ao seguinte. A "carreira aeroterrestre" começa então assim:
 

1º – Curso de pára-quedismo militar

2º – Curso de Operações Aeroterrestres

3º – Curso de Instrutor de Pára-quedismo

4º – Curso de Precursor Aeroterrestre

5º – Curso de Queda livre operacional (SOGA)
 


 

Um salto de infiltração HAHO
 

Para a execução dum salto HAHO (High Altitude High Opening), são necessários bastantes passos sequenciais, de modo a permitir uma execução segura, com um mínimo de riscos.
 

Pedidos prévios
Implica requerer o meio aéreo para o salto, o apoio sanitário e logístico, e ainda a prevenção da câmara hipobárica do hospital da FAP, Fisiologistas de voo do Centro de Medicina Aeronáutica, entre outros.
 

Planeamento
Implica obter previsão meteorológica para o dia previsto, executar cálculos prévios para determinação da ZL (Zona de lançamento mais apropriada), coordenar os pedidos necessários, estimar custos, etc
 

Reconhecimento e coordenações
Significa obter dados sobre a Zona de lançamento, saber se tem as condições para os saltadores aterragem, e uma zona de aterragem e descolagem de helicóptero (para evacuações sanitárias). São feitas ainda coordenações com a Esquadra da Força Aérea, no que respeita a procedimentos no interior da aeronave (normalmente a Esquadra 501 - Aviões C130, sediados na BA6 - Montijo)
 

Saltadores
Nomear os saltadores para o salto (implica procedimentos prévios a seguir por parte  destes,  por  exemplo,  ausência de álcool, comidas e bebidas gasosas, treino  físico  controlado, ausência de constipações ou derivados, e dormir no mínimo  8  horas  na  noite  que antecede o salto, entre outras precauções)
 

Preparar material, programar carta / GPS
Supõe preparar individualmente mochila e arma para o salto, inspecções, ensaios e revisões. Traçar infiltração na carta, ou programar GPS com o itinerário aéreo previsto.
 

Antes do salto
Obter condições meteorológicas actualizadas, efectuar cálculos, executar briefings de segurança aos saltadores, tripulação e pessoal de apoio na aeronave e no solo. Equipar para o salto, inspecções, sentar e aguardar.
 

Embarque na aeronave e inicio da denitrogenação
SOGAS efectuando a denitrogenaçãoSignifica, muito resumidamente, respirar oxigénio puro (100%), para colmatar a ausência dele a grande altitude. Por exemplo, para um salto a 30000 pés (10 Kms) é necessário respirar oxigénio puro durante meia hora.
 

Subida
 

SOGA calculando o ponto de lançamentoDurante a subida da aeronave, os saltadores são informados das condições meteorológicas e inspeccionados frequentemente. São ainda feitos os avisos de tempo para o salto e outras informações pertinentes). Caso o cálculo do PL (Ponto de Lançamento não tenha sido feito no solo, poderá ser feito durante a subida. O Chefe de Salto é o responsável pela sua execução, e  socorre-se da tripulação para saber dados meteorológicos
 

4 minutos
Ao faltarem 4 minutos para a saída, o pessoal de apoio desliga os saltadores da consola principal, e liga-os individualmente às suas garrafas de oxigénio.
 

2 minutos
Aos 2 minutos, os saltadores levantam-se, são feitas as últimas inspecções. Os pára-quedistas prepara-se para sair.
 

1 minuto
A um minuto da saída, os saltadores dirigem-se para a rampa do avião pela ordem já anteriormente estipulada, e aguardam a luz verde.
 

Luz verde
Binómio efectuando a saídaÉ executada a saída individual ou dois a dois. Após a saída, 5 a 8 segundos depois, os pára-quedistas abrem os seus pára-quedas e iniciam a infiltração em calote, em direcção à zona de aterragem. Usam a carta topográfica para se situarem "no terreno" ou o GPS.
 


 

Saída a 30000 pés. A temperatura é de 24 graus negativos.Na imagem à direita, um SOGA prepara-se para sair do Hércules C130 a cerca de 30000 pés de altitude. É um salto HAHO, como se pode verificar pelas calotes já abertas. A infiltração será o passo seguinte. Como não é possível a navegação tomando como referência o solo, os saltadores apoiam-se no GPS para os guiar à Zona de aterragem.
 

Saída SOGA em patrulhaNa imagem da direita, uma patrulha SOGA executa uma saída individual a 26000 pés. Após a saída, é feita uma pequena queda livre de 5 a 8 segundos, após o qual os pára-quedistas abrem o seu pára-quedas.
 


 

Infiltração e aterragem
Preparando a aterragemApós a infiltração (que pode atingir os 40 Kms, dependendo das condições meteorológicas), os saltadores aterragem na Zona de Aterragem previamente estipulada. Numa situação real, os pára-quedas seriam enterrados ou escondidos, e os SOGAS iriam prosseguir para a missão. Em tempo de paz, os saltadores não poderão fazer esforços violentos durante as 24 horas seguintes, nem poderão efectuar mergulho, entre outras precauções que um salto desta envergadura implica. Far-se-á em seguida um Debrifing em que se colocarão duvidas, comentários sobre todo o salto, e opiniões ou sugestões sobre melhoramentos a adoptar em novas infiltrações. Para já... Este salto correu bem!
 


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